Todo eletricista de painel e todo técnico de automação já passou por isso: chega uma lista de material com "controlador de temperatura Novus" e sobra a dúvida de qual modelo pedir. N1100, N1200, os dois existem, os dois são da mesma linha, os dois fazem controle de processo. Só que não são a mesma coisa, e comprar pelo nome parecido com o painel do ano passado é um jeito fácil de descobrir a limitação depois, com o painel já montado.
Esse texto não é sobre a linha Novus inteira — isso a gente já cobriu em outro artigo aqui do blog. Aqui o foco é direto: N1100 ou N1200, o que muda entre os dois e como decidir qual leva pro seu processo sem ficar no chute.
O que os dois fazem, no fundo
Tanto o N1100 quanto o N1200 são controladores de processo de painel. Recebem o sinal de um sensor — termopar, PT100 ou outro sinal padronizado, dependendo da configuração — comparam esse valor com o setpoint programado pelo operador e acionam uma saída pra manter o processo dentro da faixa desejada. Essa saída pode ser um relé, uma saída pra contator de estado sólido ou uma saída analógica, também conforme a configuração do modelo escolhido.
É o tipo de instrumento que aparece o tempo todo em estufa, câmara de aquecimento, processo de cura e qualquer aplicação industrial que precisa manter uma temperatura estável dentro de uma faixa de trabalho. Até aqui, N1100 e N1200 se parecem bastante. A diferença começa a aparecer quando o processo pede mais do que o controle básico de um único ponto.
Onde a diferença geralmente aparece
Modelos de uma mesma família, como esses dois, costumam variar principalmente em recursos de configuração e funcionalidade extra — coisas como quantidade e tipo de saída disponível, recursos de alarme, opção de comunicação com outro sistema ou facilidade de programação. Não é sobre um ser "melhor" que o outro: é sobre qual conjunto de recursos o seu processo realmente exige.
Processo simples, com um único ponto de controle e sem necessidade de alarme sofisticado ou integração com outro sistema, costuma ser bem atendido pelo modelo mais básico da linha — e sair mais em conta na compra. Já processo que precisa de mais de uma saída de controle, alarme configurável (de processo, de sensor rompido, entre outros) ou integração com CLP e supervisório, tende a exigir o modelo mais completo. É essa lógica que separa quando faz sentido pedir N1100 e quando faz sentido pedir N1200 — e não o nome do painel anterior.
Perguntas que ajudam a decidir
- Quantas saídas de controle o processo realmente precisa — uma malha só, ou mais de um ponto sendo controlado ao mesmo tempo?
- O processo exige alarme configurável, seja de processo fora da faixa ou de sensor rompido?
- Existe exigência de comunicação com CLP, supervisório ou outro sistema de rede industrial?
- Qual o tipo de sensor que vai alimentar o controlador — termopar, PT100 ou outro sinal padronizado — e o modelo escolhido aceita esse tipo de entrada?
Se a resposta pra qualquer uma dessas perguntas for "sim, e é essencial", vale conversar com a equipe técnica antes de fechar pedido no modelo mais simples só porque parece suficiente à primeira vista.
Erro comum: comprar pelo modelo mais básico e descobrir a falta depois
O erro que mais aparece na prática é comprar o modelo mais básico pra um processo que, na hora de rodar de verdade, precisa de mais de uma saída de controle ou de alarme configurável. Só que essa limitação raramente aparece na especificação em papel — ela aparece depois, com o painel montado e o processo já em produção. Nesse ponto, trocar o controlador significa parar o processo de novo, remontar a fiação do painel e perder tempo de produção que já tinha sido planejado.
O caminho mais barato não é sempre pedir o modelo mais completo "pra garantir" — isso também encarece a compra sem necessidade quando o processo é simples. O caminho certo é levantar a real necessidade do processo antes de decidir, e não confiar só no nome do modelo usado numa instalação parecida.
Cuidado ao especificar: a linha evolui
Um ponto que vale reforçar: a linha Novus evolui, e os recursos disponíveis em cada versão de um mesmo modelo podem variar com o tempo. Ou seja, não vale a pena "chutar" o modelo só porque foi o que funcionou numa instalação anterior parecida — o que valia há alguns anos pode não ser exatamente o mesmo hoje. Antes de repetir a especificação de um painel antigo, confirme com a equipe técnica se aquele modelo ainda atende o processo atual do jeito que você precisa.
Controlador Novus em Cuiabá, Várzea Grande e no resto de Mato Grosso
Em painel de estufa, câmara de secagem, linha de processo agroindustrial ou célula de produção industrial aqui em Cuiabá, Várzea Grande e no restante de Mato Grosso, essa escolha entre N1100 e N1200 aparece direto — geralmente na hora de montar painel novo ou repor um controlador que já deu problema. Vale levar esse critério de decisão junto com o projeto elétrico do painel e o restante da automação da linha, em vez de decidir só olhando pro preço da etiqueta.
Perguntas frequentes
Dá pra usar o mesmo tipo de sensor (termopar ou PT100) nos dois modelos?
A compatibilidade de entrada de sensor pode variar conforme a configuração de cada modelo. Antes de definir o sensor e o controlador juntos, vale confirmar com a equipe técnica da Mecatrônica MT quais tipos de entrada cada modelo aceita, pra garantir que o conjunto funcione corretamente desde a instalação.
O N1200 sempre é a escolha mais segura, já que é o modelo mais completo?
Não necessariamente. Levar o modelo mais completo pra um processo simples só encarece a compra sem necessidade. A escolha certa depende do número de saídas de controle exigidas pelo processo, da necessidade de alarme e de eventual integração com CLP ou supervisório — não do nome do modelo.
Se eu já uso um modelo num painel antigo, posso pedir o mesmo pro painel novo sem checar mais nada?
Não é recomendado. A linha Novus evolui e os recursos disponíveis em cada versão podem variar, mesmo dentro da mesma família de modelo. Antes de repetir a especificação de uma instalação anterior, confirme com a equipe técnica se aquele modelo ainda atende o processo atual.